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Número 13, Setembro 2007 |
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Mil Caminhos para a Essência |
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Copyright 2007, Cláudia Rodrigues, todos os direitos reservados. |
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Hesitei em escrever sobre o tema que tem preenchido a minha Vida nas últimas semanas: a Morte. Mas sinto que é impossível não partilhar tão intensa experiência com quem acompanha o meu Caminho, algo que me mudou tão profundamente que ainda não alcancei a sua total amplitude.
Percebi que se fala muito da Morte como um momento de quem parte e de quem fica. Fala-se muito do que acontece aos que partem. Mas pouco ou nada se fala sobre a Vida após a Morte dos que ficam. Diz-se “A Vida continua”. Será que continua mesmo? Será que aquela Vida continua?
Quase sempre as pessoas passam pela Morte de olhos fechados, focando-se somente no sofrimento e na saudade ou na negação de que tudo mudou.
Para mim a Morte é uma Revelação. Revelação dos nossos Medos, dos nossos limites, das nossas fraquezas, das nossas forças e das nossas fortalezas—aquelas que construímos supostamente para nos proteger e que caem num ápice– dos nossos Valores, dos nossos Amigos.
Por trás disto tudo, está a doença e partida do meu querido Pai, no inicio do mês. Passando, por mais esta tempestade da minha Vida, de olhos bem abertos, desperta, consegui perceber como há tanta Vida na Morte, como a Morte não é o fim de nada, mas um processo que pode mudar a perspectiva de tudo à nossa volta, mas em especial o que está dentro de nós, nos cantinhos mais escondidos do nosso Ser.
Logo nos primeiros dias, após a partida do meu Pai, percebi que estava numa nova Vida, agora sem a presença física dele. Andei algum tempo perdida. Não sabia bem o que fazer com uma Nova Vida assim, o que esperar de mim própria, o que ser.
Com a ajuda dos meus Amigos Visíveis e Invisíveis, Familia terrena e não-terrena e, em especial, com a minha resiliência consegui que, para mim, o sofrimento do meu Pai (e de quem o ama) e a sua morte física ganharam um sentido muito para lá da “perda”.
Viver, fazer algo de bom com a Vida e os Ensinamentos que me deixa é a melhor e única forma de o honrar e de honrar o que realmente Sou. Nesse dia, recuperei a Alegria, passei a sentir o meu Pai muito mais próximo de mim, senti-me Renascer e esse Renascimento é mais uma dádiva daquele Ser fantástico que, com a minha Mãe, um dia me deu a Vida e me acolheu no seu Coração enorme. No dia do meu Renascimento, deixei de pressionar a Vida e ela deixou de ser uma luta constante. Estou finalmente a aprender a fluir com a Vida, agarro as oportunidades que aparecem, sem pressões. O resultado é imediato: o Universo está a ser muito generoso.
Dentro de mim há agora uma imensa Paz, Alegria e Vontade de Viver, Viver, Viver. E eu sei que lá de cima, num local muito Iluminado e Alegre, o meu Pai me sorri.
A todos os que, de alguma forma, me acompanharam, nestes tempos dificeis e de crescimento, estou profundamente grata.
Aos meus Irmãos- Paulo, Tânia e Mónica- amo-vos muito. Caminho ao vosso lado. |
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